Veja seis motivos para fazer cirurgia plástica no inverno

08:01



 O inverno chegou e, com ele, muitas pessoas decidem apostar em cirurgias plásticas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica registra um aumento de 50% dos procedimentos em julho. Mas engana-se quem pensa que o único motivo é chegar ao verão com o corpo em dia e fazer bonito na praia. 
Confira outras seis vantagens que a estação mais fria proporciona, listadas pelo cirurgião plástico Alan Landecker, autor do livro Cirurgia Plástica Manual do Paciente: 

1) As temperaturas amenas são mais sugestivas ao repouso, o que facilita a recuperação no pós-operatório;

2) O calor pode levar a um edema (inchaço) mais acentuado, causando incômodo, especialmente quando o paciente já tem uma tendência natural à retenção de líquidos;

3) Muitas cirurgias plásticas, como a lipoaspiração, pedem o uso de cintas modeladoras, que são mais toleradas quando a temperatura está mais baixa;

4) As malhas compressivas ou outros curativos poder ser escondidos facilmente pelas roupas mais largas usadas no frio;

5) No inverno, há menor exposição corporal. Além disso, a baixa incidência dos raios solares é fundamental para uma boa cicatrização, pois evita o surgimento de manchas na pele e cicatrizes escurecidas;

6) O período de férias escolares pode colaborar com alguns pais e mães, pela disponibilidade de cumprir o repouso necessário à recuperação.

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"Não se pode confundir uma cirurgia plástica com uma ida ao cabeleireiro"

10:55


Ibérico Nogueira é o cirurgião plástico dos famosos. O seu rosto é conhecido das revistas do social. Em quase 30 anos de carreira já operou mais de cinco mil homens e mulheres. Mas, apesar da idade e das rugas, nunca cedeu à tentação do bisturi 

(Expresso) Seios é com ele. Especializado em mamaplastia de aumento é o mestre criador de alguns dos bustos de figuras de destaque da moda e da televisão. Enquanto o gravador esteve ligado, recusou revelar a identidade das suas musas do peito. Sigilo profissional. Uma tarde inteira à conversa no escritório da sua clínica, em Campo de Ourique a pretexto da comemoração dos 25 anos de abertura do seu espaço ao público. Sobre a mesa, papéis, canetas, livros e... uma prótese mamária de silicone. "As pessoas gostam de ver o que é uma prótese, de a apalpar e de a conhecer através do tacto". Aos 59 anos, assume todas as rugas que a idade lhe sulcou no rosto. Nunca se sujeitou a nenhum retoque cirúrgico. Por duas razões: tem medo de agulhas e, por enquanto, o seu aspecto não o deixa infeliz.



Comentou à entrada que hoje foi um dia intenso para si. Quantas cirurgias fez? Apenas duas. Não costumo ultrapassar essa média diária. Sem vaidade, o que eu faço é comparável ao trabalho de um artista. Quem pensar que pode transformar uma clínica de cirurgia plástica ou estética numa fábrica tem que esquecer esta profissão e dedicar-se ao negócio dos sapatos...


Conhece muitas clínicas assim? Conheço aquelas que você conhece e que estão no mercado e que realmente tentam, através de técnicas de marketing agressivas, massificar e mercantilizar este tipo de tratamentos. Não gostaria de me referir a nenhuma clínica em especial...



Como quer que as pessoas saibam do que fala se não é mais claro? As pessoas sabem das clínicas que fazem campanhas nas televisões, nas revistas. E eu acho que, essencialmente no campo da cirurgia, não é possível transformar uma clínica numa fábrica sob pena da qualidade se deteriorar imenso.


Mas o senhor é frequentemente referido nas revistas sociais por ter operado uma série de figuras públicas, do meio artístico e não só. Isso não é publicidade, transmitida pela boca de muitos famosos? Deixe-me dizer-lhe que descendo de uma família de médicos. Já o meu bisavô era médico, depois o meu avô e o meu pai. Sempre considerei que a ética na minha profissão é muito importante. Jamais seria capaz de utilizar uma figura pública para me promover. Hoje há muitos cirurgiões que operam pacientes gratuitamente e que fazem essas pessoas assinar um contrato para que posteriormente dêem a cara na comunicação social. Jamais seria capaz disso.


Ana Maria Lucas e Dina Aguiar foram as mais recentes figuras públicas que apareceram na imprensa a elogiar as cirurgias estéticas que fizeram na sua clínica. (pausa) Não confirmo, nem desminto. Se por algum motivo alguém dá a cara e refere os meus serviços é por mote próprio porque eu faço questão de resguardar a privacidade das minhas clientes. Acho que é o mínimo que um médico-cirurgião com um mínimo de ética deve fazer.

Como é que as pessoas podem identificar quem são os profissionais mais sérios, éticos e competentes? Eu diria que hoje em dia o campo da medicina e da cirurgia estética está a ser invadido por uma série de profissionais que nada têm que ver com a medicina propriamente dita. É o caso de nutricionistas, dentistas, esteticistas e até cabeleireiros. De repente, de um momento para o outro, essas pessoas começam a injectar nas pessoas feelers, ácido hialorónico, botox, e até mais grave, fazem uso do silicone. E de repente as complicações começam a aparecer de uma forma crescente e abrupta porque essas pessoas não estão habilitadas para resolver eventuais complicações.


Qual a sua opinião acerca dos novos tratamentos de 'lipoaspiração não invasiva' de que tanto se fala? É apenas marketing inteligente. Também eu tive uma máquina de cavitação no meu consultório durante vários meses em que fiz tratamentos a variadíssimas pessoas e o aparelho pura e simplesmente não funcionava. Ou melhor, tinha resultados muito ténues. As pessoas a quem apliquei esses tratamentos não apresentaram melhorias.

Acha então que esse é mais um embuste que está no mercado?
Os tratamentos que pomposamente têm sido designados por 'lipoaspiração não invasiva' e amplamente promovidos por campanhas de marketing, nada têm que ver com medicina séria. É importante que o público comece a perceber que a maioria destes aparelhos apelidados de 'cavitação' servem apenas para justificar os milhares de euros cobrados pelos tratamentos. O que realmente faz o paciente perder alguns centímetros na cintura ou nas coxas é apenas a dieta que acompanha o tratamento, pois se a dieta não for respeitada não haverá perda nem de um milímetro. Por isso, aconselho as pessoas a experimentarem fazer apenas uma boa dieta pois os seus resultados serão exactamente sobreponíveis àqueles com cavitação e seguramente mais acessíveis.


Em quase 30 anos de carreira, já operou mais de 5000 homens e mulheres, mas até hoje nunca se submeteu a nenhuma cirurgia plástica. Porquê? Felizmente nunca tive necessidade de me submeter a nenhum tipo de intervenção desse género.



A verdade é que tem rugas, papos nos olhos, um certo ar cansado. Em termos técnicos se calhar melhoraria muito com um facelift, com umas infiltrações, ficaria logo mais jovem. Mas nunca o fiz porque as rugas e a flacidez do meu rosto ainda não me deixaram infeliz ou preocupado

Não gostava de parecer mais novo? Obviamente. Quando as pessoas dizem na imprensa que não se importam de envelhecer estão a fugir à verdade. Mas uma coisa é ser idoso, outra é estar-se envelhecido.


Tem medo de se submeter a uma cirurgia plástica? Eu não gosto muito de levar injecções (risos). E acho que, de uma maneira geral, as mulheres são muito mais corajosas do que nós. Se para fazer uma cirurgia plástica fosse apenas preciso usar um programa de photoshop eu, de certeza absoluta, que já me tinha mudado todo. Estaria agora cheio de peitorais... (risos)


É o típico caso 'faz o que eu digo, não faças o que eu faço'. Não é adepto da cirurgia plástica?
Sabe que, ao contrário do que as estatísticas dizem, o número de homens a fazer plásticas não passa dos 10%.


A verdade é que tem à sua disposição todos os instrumentos que lhe poderiam dar um aspecto mais jovem, mais bonito, mais saudável, mais brilhante. Não é tentador?
Julgo que a fronteira que pode fazer com que uma pessoa se decida pela cirurgia plástica é um dia olhar-se ao espelho e dizer 'estou com um aspecto completamente decadente'.


É preciso uma pessoa ter um aspecto completamente decadente para se sentar na cadeira de um cirurgião plástico? Não. As mulheres preocupam-se muito mais com o seu aspecto e começam a interessar-se por esta área quando surgem os primeiros sinais de envelhecimento. Elas são submetidas a um escrutínio muito maior do que o homens. Existe entre as mulheres uma grande pressão, uma grande rivalidade.


Comenta-se que a sua mulher foi submetida a várias cirurgias estéticas. Diz-se mesmo que foi toda esculpida por si. É verdade? Não. É completamente falso dizer-se que ela é uma criação minha. Isso é surrealista. Aliás, toda a gente que conhece a minha mulher sabe que ela é favorecida pelos seus genes. Foi sempre linda. Mas, como todas, preocupa-se com os tratamentos estéticos. Portanto, fez uma coisa ou outra...


Que tipo de cirurgias fez? Eu não gosto de falar de pessoas muito chegadas a mim, à minha família. De qualquer maneira, ela nunca necessitou de se submeter a um tratamento muito agressivo ou uma cirurgia complicada. Ela é uma mulher relativamente jovem. Mas não sei se, um dia mais tarde, ela não sentirá necessidade de se rejuvenescer, tratar do perfil corporal...


Entretanto acaba de inaugurar uma nova clínica no Algarve. A crise parece não o afectar. A procura continua a aumentar? Sinceramente não fiz nenhum estudo de mercado. Abri aquele espaço porque não queria passar a minha vida entre quatro paredes a operar sem poder assistir aos nossos belíssimos pôr-do-sol. Estarei mais perto da praia.


A sua clínica de cirurgia plástica continua a render dinheiro mesmo com a crise instalada? Como qualquer actividade tem as suas oscilações. Mas neste sector, francamente, não se sente muito a crise. E sabe porquê? Julgo que as pessoas aproveitam as crises para cuidarem de si. Para arranjarem um tempo para elas.


Tem sido criticado pela Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética que questiona o valor da especialidade que tirou no Brasil. Porquê?
A explicação é simples. Em dado momento da minha vida eu tive a sorte e a rara oportunidade de ir para o Brasil com os meus pais. Durante cinco anos fiz a minha especialidade na Clínica Fluminense de Cirurgia Plástica, em Niterói. Uma clínica muito grande e muito conhecida no Brasil, com 15 cirurgiões que trabalharam com o Pitanguy. Regressei a Portugal em 1983 com alguma irreverência e ingenuidade. Instalei-me e comecei a trabalhar sem prestar vassalagem a ninguém.


O que quer dizer com vassalagem? Eventualmente teria que me submeter a um exame na Ordem dos Médicos para obter a equiparação do título em Portugal. Ora, eu considero que já fiz os exames todos que tinha que fazer na minha vida. Julgava que o acordo cultural luso-brasileiro que vigorava na época daria equivalência de títulos de curso e especialidade entre os países. Por razões que eu considero corporativas esse acordo não foi respeitado. Continuo a seguir o conselho de um grande mestre de cirurgia plástica: "Preocupe-se com os sucessos e resultados das suas cirurgias e não com títulos ou honrarias".

Já passou por alguns sustos? Sim. Felizmente nunca tive uma complicação grave. Os sustos por que passei foram menores. Refiro-me por exemplo a cirurgias em que o processo cicatricial demorou mais a recuperar ou não reagiu da maneira que eu esperava (formação de cicatrizes quelóides). Mas sou sempre muito cauteloso. O meu pai, que era professor catedrático em ginecologia na Universidade de Coimbra, ensinou-me que a vida de um cirurgião é como a de um toureiro: quando sofre uma colhida forte não recupera...


Acha que os portugueses que recorrem a uma cirurgia estética estão conscientes dos riscos e imponderáveis que podem ocorrer? Não. Infelizmente este tipo de cirurgia está tão banalizada que é necessário colocar algum tipo de travão a esta loucura e informar a população sobre os riscos. As pessoas não podem confundir uma cirurgia com uma ida ao cabeleireiro. Por isso considero que as pessoas ligadas à Ordem dos Médicos têm a obrigação de constituir fóruns nos media, para informarem a população sobre o alcance e os limites de cada técnica cirúrgica.


Costuma alertar os seus pacientes para os riscos que correm sempre que se submetem aos seus tratamentos? Sempre. É fundamental que o paciente saia de uma consulta completamente informado sobre todo o tipo de complicações que se podem desencadear com determinado procedimento cirúrgico.


Nas suas consultas costuma usar o photoshop para mostrar aos pacientes como poderão ficar após a operação. Não tem medo de criar falsas expectativas? Há duas maneiras de usar um programa de tratamento de imagem. Uma delas é usada de maneira séria, mostrar ao paciente o que eu julgo ser capaz de fazer, outra coisa é provocar falsas expectativas, e isso é ser desonesto. Não me incluo nesta segunda hipótese.
Pode-se entrar numa clínica com um abdómen muito saliente e sair com uma barriga lisa, sem marcas visíveis? Não. Impossível!



Mas há muita gente a achar o contrário. Sim. E por isso é muito importante que o cirurgião informe o paciente que não há cirurgias sem cicatrizes - porque onde passa o bisturi fica sempre uma cicatriz - e que não podemos fazer milagres. Os pacientes obesos não devem ser submetidos a tratamentos agressivos, nem invasivos. Ou seja, a obesidade não deve ser tratada com lipoaspirações. A lipoaspiração deve ser só efectuada em pacientes que estejam perto do peso ideal.


Qual o risco de se efectuar uma lipoaspiração num paciente gordo? É muito alto. Qualquer paciente com qualquer grau de obesidade é sempre um candidato a uma embolia gorda, a um problema vascular, cardíaco, entre outros. Portanto, temos a obrigação de não criar ilusões nas pessoas que nos procuram.
Já se recusou a operar alguém? Sim. Sempre que o paciente tem uma expectativa irrealista dos resultados. Já chegarem pessoas ao meu consultório com fotografias de artistas de cinema na mão...

São muitas as mulheres que recorrem a si para mamaplastias de aumento, a sua especialidade. A actriz e modelo Cláudia Vieira, por exemplo. (pausa) Se me perguntar se já diversos modelos e actrizes se submeteram na minha clínica a pequenas cirurgias que lhes mudaram completamente a carreira? Respondo-lhe imediatamente que sim. A mamaplastia de aumento continua a ser a cirurgia mais procurada pelas mulheres em todo o mundo.


Ainda hoje não se conhece a longevidade de uma prótese mamária no corpo humano, nem os seus efeitos e impacto a longo prazo. O corpo humano trata a prótese como um elemento estranho e então envolve essa prótese com uma película cicatricial que isolará a prótese do organismo. De qualquer maneira se a prótese mamária de silicone apresentar um mau comportamento, se romper, poderá ser removida com facilidade.


E como homem, prefere mulheres com seios naturais ou com próteses de silicone? (risos) Hoje em dia é difícil encontrar uma mama que nunca tenha sido operada (gargalhada). Ao longo da vida a mama de uma mulher sofre muitas alterações. E a partir de determinada idade, depois das gravidezes e aleitamento, a mama perde fatalmente a sua graciosidade. E uma prótese pode devolver uma beleza extraordinária e um perfil harmonioso a uma mama. É inegável!


Não concorda que muitas mulheres que se submetem a determinados tratamentos para disfarçar rugas acabam por ficar com aspecto de bonecos de cera, sem expressão? Claro que sim. São casos de madamismo em que o plano estético dirigido aos pacientes não foi o correcto. Sou radicalmente contra esse tipo de abordagem do envelhecimento. É normal que as pessoas queiram retardar o seu relógio biológico, mas tem de ser com bom senso. Liftings sobre liftings são opções completamente disparatadas.


Qual é a sua opinião sobre os rostos de Manuela Moura Guedes ou de Lili Caneças? Infelizmente já fui considerado o autor das cirurgias a essas senhoras. Confesso que isso me incomoda. Nada tive que ver com nenhum dos casos. E estou à-vontade para dizer que foram casos mal sucedidos nas mãos de outros cirurgiões.


Porque diz que essas operações correram mal? Não sei o que se passou. Mas acho que o embelezamento não foi bem conduzido. No caso da Lili, do ponto de vista do rejuvenescimento, foi um sucesso. Pena é que tenha sido usada como troféu de um cirurgião, de festa em festa...
Acha que a Lili está com um aspecto natural?

Talvez esteja excessivamente rejuvenescida, tendo em atenção a sua idade. Ela foi submetida a um tratamento muito agressivo. Mas para quem quis voltar um bocadinho ao berço, sob o ponto de vista técnico, acho que é um bom resultado. (risos)


E o rosto de Manuela Moura Guedes? É um caso de madamismo? Não quero fazer comentários sobre essa situação. Provavelmente existiram ali alguns exageros. É o tipo de resultado que tem o estigma da cirurgia, do acto médico.


O tamanho dos seus lábios também é muito comentado. Continua na moda a infiltração nos lábios para os tornar mais carnudos à semelhança de Angelina Jolie? Sim, sim. As pacientes que passam a vida a infiltrar as bocas ficam com resultados horrorosos, monstruosas, com aspectos surrealistas.


Como é o caso dos 'novos' lábios da Cinha Jardim? Sim. São um exagero. Ela está com uma boca muito pouco natural. Sou amigo dela e desaconselhei-a a aumentar os lábios, mas ela quis fazê-lo e recorreu às mãos de outro médico. Devia ter ficado com os lábios lindos que tinha.

O que é uma cirurgia estética bem sucedida? É por exemplo alguém submeter-se a um facelift e quando chegar ao pé dos amigos ouvir o comentário: Ah! Estás com boa cara. Com ar descansado. Fizeste algumas férias? Estiveste num spa?


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Exames são parte importante do pré-operatório de cirurgias plásticas

10:38


Observar as condições do hospital é uma das medidas necessárias para evitar infecções
(Cribs) O cantor mexicano Luis Miguel foi assunto de revistas e dos sites de fofoca em abril deste ano. Ele ficou 10 dias internado para combater uma bactéria que contraiu após fazer uma lipoaspiração. O hospital Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles (Estados Unidos), não quis divulgar o tipo de micro-organismo que causou o problema, mas o caso dele chama a atenção para um tema pouco falado sobre a cirurgia plástica: o risco de infecção hospitalar.

A assessora de comunicação Vivian Danielle Silva, 26 anos, passou por um sufoco parecido ao do cantor. Em janeiro, depois de muito pensar e pesquisar sobre médicos, decidiu pôr prótese de silicone nas mamas. Cuidadosa, seguiu todas as orientações. Mas, por volta do décimo dia do pós-operatório, ela começou a sentir os sintomas semelhantes aos de uma gripe, além de um inchaço no seio esquerdo.

Assustada, Vivian procurou imediatamente a médica, que, ao fazer um dreno da mama esquerda, percebeu a presença de pus. No hemograma constava a baixa dosagem de leucócitos, um sinal de infecção. A análise do material recolhido deu como resultado a presença da bactéria Staphylococcus aureus, um germe típico do ambiente hospitalar. “A minha médica levantou a possibilidade de retirada da prótese para o tratamento da infecção e eu quase morri de tristeza”, conta Vivian. Mas, depois de 14 dias de tratamento com um antibiótico na veia, a contaminação foi controlada e Vivian não precisou retirar a prótese. “As pessoas falam e pensam muito em erro médico. Acho que elas também devem se preocupar com o risco de uma infecção”, afirma.

O cirurgião Fausto Bermeo acredita que Vivian fez a coisa certa ao procurar imediatamente a sua médica. “O risco de infecção é baixo, mas, quando ocorre, exige uma terapia imediata, à base de antibióticos”, garante o médico. No caso de implante de silicone, Bermeo recomenda a retirada da prótese e uma nova cirurgia depois da erradicação da bactéria causadora do problema. Devido à agilidade de procurar ajuda médica, Vivian conseguiu manter o implante.

Índice baixo

O médico Ognev Cosac, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, avalia que o risco de infecção hospitalar em cirurgias plásticas de fato existe, mas o índice é baixo. As estatísticas internacionais indicam uma taxa 3%. “Ou seja: em cada 100 pessoas operadas, três podem desenvolver uma contaminação por bactéria”, detalha Ognev. A mais comum delas é a micobactéria, que afeta pacientes que fizeram lipoaspiração.

Segundo a Portaria do Ministério da Saúde nº 2616, de 1998, todos os hospitais devem ter uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, e é de responsabilidade do médico a escolha do local a ser realizada a cirurgia, que deverá seguir as normas de controle de infecção. “Além disso, no pré-operatório é feita a prevenção por meio de o uso de antibióticos para evitar os riscos do corpo contrair qualquer quadro infeccioso”, acrescenta Ognev. Segundo ele, o paciente pode conhecer antes da cirurgia o hospital onde será internado para observar como são feitos o atendimento, a higiene do lugar e o tratamento que os profissionais dão aos seus pacientes.

Antes e após a cirurgia

:: Faça todos os exames pré-operatórios. Eles medirão sua capacidade imunológica. Pessoas com diabetes, doenças autoimunes e crises de estresse têm baixa imunidade.

:: Conte ao médico possíveis casos de infecções não curadas. Às vezes, um foco infeccioso em um dente pode ser a porta de entrada para bactérias.

:: Siga todas as orientações pós-operatórias, como confecção de curativo, banhos e produtos a serem usados na área do corte.

:: Procure imediatamente o cirurgião se sentir febre ou inchaço e vermelhidão no local da cirurgia.

Fonte: cirurgiões plásticos Fausto Bermeo e Ognev Cosac, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Depois da epidemia

Em 2008, ocorreu uma epidemia de infecção provocada pela micobactéria, micro-organismo parente do bacilo da tuberculose. A micobactéria contaminou a cânula que suga a gordura na lipoaspiração e causou uma violenta infecção, que afetou dezenas de mulheres no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Entre 2003 e 2008, foram registrados 2.128 casos de contaminação.

Para enfrentar o surto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a esterilização líquida de artigos médico-hospitalares por meio de imersão. A proibição é válida para os artigos invasivos (em que há penetração da pele, mucosas ou tecidos) usados em cirurgias por vídeo, cirurgias abdominais e pélvicas convencionais, mamoplastias e cirurgias plásticas como a lipoaspiração.

Cada etapa de processamento do instrumental cirúrgico e dos produtos para saúde segue um procedimento operacional padrão, que deve ser amplamente divulgado e colocado à disposição para consulta dos funcionários. Cabe ainda ao responsável pelo Centro de Material e Esterilização (CME) do hospital ou clínica supervisionar todas as etapas de processamento dos artigos, mesmo que o serviço seja terceirizado.



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A Lipoaspiração é perigosa?

14:32


A divulgação na mídia de eventuais complicações envolvendo a lipoaspiração como o caso da funcionária do SBT Maria Nilda Oliveira Silva, por meio de notícias bombásticas, mesmo desconhecendo um laudo conclusivo das possíveis causas, tem gerado temor e insegurança nas pessoas que pretendem submeter-se a lipoaspiração, levando a crer que o procedimento é “muito perigoso”

Historicamente, em 1977, na tentativa de eliminar gordura localizada nas pacientes, sem que se deixassem cicatrizes pós-cirúrgicas, o cirurgião plástico francês Dr. Yves Gérard Illouz confeccionou uma cânula rudimentar para extrair ou lipoaspirar essa gordura excedente.

Em 1980, Dr. Illouz apresentou no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica em Fortaleza (CE), sua técnica denominada lipoaspiração. Desde então, vem sendo criadas medidas de aprimoramento da técnica, como o refinamento do instrumental cirúrgico (cânulas) das anestesias, cuidados pós-operatórios e sistematização do método (aqui no Brasil muito bem direcionada em reuniões, fórum e congressos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), tornando o procedimento cada vez mais seguro.

A lipoaspiração é um método eficiente e não deve ser taxada como um procedimento “perigoso”. Existem sim os riscos inerentes a toda cirurgia como infecção, reações alérgicas a medicações ou anestésicos e tromboembolismos, riscos esses minimizados nos dias de hoje sob os cuidados de profissionais capacitados.

A avaliação antes da cirurgia inclui uma consulta cuidadosa, a analise sistêmica do paciente, e a solicitação de exames laboratoriais pertinentes. No intra-operatório preconiza-se maior conservadorismo nos volumes máximos de gordura retirada, que pode variar de 5% a 7% do peso corporal e igualmente não ultrapassar 40% da área corporal.

mportante entender que a lipoaspiração não pode ser encarada como um método de tratamento da obesidade, seu objetivo é a remoção de tecido gorduroso localizado. Pacientes com IMC acima de 32,5 devem ser evitados, pois apresentam risco cirúrgico consideravelmente maior.


Outro incremento a técnica é lipoescultura, que nada mais é do que a injeção de gordura anteriormente lipoaspirada em áreas especifica para melhorar o contorno corporal

Executada milhares de vezes todos os dias por especialistas em Cirurgia Plástica, Há mais de 30 anos a lipoaspiração tem ajudado muitos pacientes que sofrem com deposição de gordura localizada refratários a dieta ou exercícios físicos, sendo nossa modalidade cirúrgica mais realizada, seguida de perto atualmente pela prótese de mama.

Com essas informações espero combater a insegurança sobre lipoaspiração e ao mesmo tempo conscientizar as pessoas que a escolha de um bom profissional, é o primeiro passo para diminuir ainda mais os riscos inerentes do procedimento.

(*) Dr. Eduardo Henrique F. Monteiro. Especialista pelo MEC, AMB e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica


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Protocolo de Segurança em Cirurgia Plástica promete tornar mais clara relação entre médico e paciente

14:17


(Paranashop) - O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, estima-se que em 2009 tenham sido realizadas mais de 640 mil cirurgias plásticas no país.

Com a grande demanda surgem alguns problemas, por isso o Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), está elaborando o Protocolo de Segurança em Cirurgia Plástica, que deve estar pronto em setembro para aprovação.

De acordo com o coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, Antônio Pinheiro, o documento é como um roteiro que terá que ser registrado pelos profissionais detalhando etapas da consulta e do preparo pré-cirúrgico. “O objetivo é tornar diversas questões da cirurgia plástica bem claras e democratizadas entre paciente e médico. É importante ressaltar que o documento não substituirá o prontuário médico”, esclarece Pinheiro.

A cirurgiã plástica Léa Mara Moraes acredita que o Protocolo será muito bom para que o paciente tenha compreensão de todas as etapas do procedimento cirúrgico. Ela também destaca a importância do médico com especialização na área e ligado à SBCP para um procedimento dessa natureza.



A legislação brasileira permite que o médico, após seis anos de faculdade, atue em qualquer área da medicina, incluindo a cirurgia. Ele pode, teoricamente, trabalhar como cirurgião plástico, mas não pode intitular-se como tal, o que seria considerada uma infração ética. Porém, a Resolução 1.621/2001 do CFM dispõe que a cirurgia plástica é uma especialidade única e que só deve ser exercida por médicos devidamente qualificados, utilizando técnicas habituais reconhecidas cientificamente, com o objetivo principal de trazer benefício à saúde do paciente, seja física, psicológica ou social.

Preocupado com a atuação na área, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também elaborou uma resolução para normatizar a atividade no Estado. A RN 153/2007 trata sobre a regulamentação dos consultórios e clínicas especializadas onde se realizam procedimentos médicos em cirurgia plástica. Além de estabelecer critérios e exigências para a prática profissional, a normatização estabelece mecanismos capazes de desestimular quem realiza a atividade sem condições técnicas, éticas e sanitárias.

Tanto CFM e SBCP têm tomado iniciativas para coibir práticas suspeitas e oferecer segurança ao paciente, que também deve prestar atenção em diversos pontos para ter bons resultados em uma cirurgia plástica. “O primeiro passo é escolher o profissional. Procurar saber sobre o trabalho do médico, conversar com quem já foi atendido por ele e pesquisar sobre o local em que são feitas as cirurgias”, diz Léa. Outra dica é verificar se o profissional tem título de especialista cadastrado no CRM-PR e na SBCP.

Além de conhecer o profissional, deve-se estar atento à forma de pagamento – prazos e preços muito abaixo dos praticados pelo mercado – e no profissional que promete resultados maravilhosos. “Os profissionais preparados dão muito mais importância à segurança e à satisfação do paciente do que atrair clientes com preços baixos. Também não existe a possibilidade de prometer como ficará o resultado da cirurgia. Fazemos uma previsão”, explica a cirurgiã.

Os resultados dependem não só do cirurgião, mas também do corpo do paciente, de como será a resposta do sistema imunológico à intervenção e se as recomendações foram seguidas à risca. “Não tem como o paciente trazer a foto de uma artista e querer ficar igual. Cada rosto tem a sua harmonia, o que fica bonito em alguns pode não ficar em outros. Se algum profissional prometer isso, desconfie”, argumenta Léa.

A cirurgiã acredita que o Protocolo de Segurança em Cirurgia Plástica será mais uma forma de dar segurança ao paciente. Pinheiro lembra que o documento não exime de complicações uma cirurgia. “Qualquer procedimento envolve riscos. Pode ocorrer um problema que não foi previsível. Assim, o Protocolo não pode significar uma arma, mas um documento de concórdia”, comenta.

O documento terá registrado os seguintes itens: identificação do paciente, patologia, indicação, discussão do caso com o paciente, riscos, exames pré-operatórios, visita pré-operatória, consulta pré-anestésica, qualificação do profissional, qualidade do local de atendimento, equipamentos específicos, etapas do ato cirúrgico (preparo do paciente, instalação do ato anestésico, início e fim da cirurgia e remoção) e também do pós-operatório.

O coordenador dos trabalhos explica que o documento está sendo discutido e elaborado. “Ainda não se tem ideia de como será implementado, pois não existe uma normatização central. Estamos em fase de reuniões para que em setembro possamos levá-lo para aprovação da plenária (do CFM)”, finaliza Pinheiro.


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Mulher morre após cirurgia de lipoaspiração em São Paulo

08:27

(Band) - Uma mulher de 40 anos morreu após passar por uma cirurgia plástica no Hospital na zona oeste São Paulo. Ela passou por uma lipoaspiração no abdome, nas costas e por uma cirurgia de implante de silicone nos seios. Após rebceber alta, a funcionária do SBT Maria Nilda Oliveira Silva, começou a sentir dores de cabeça, tontura e vômito e acabou morrendo na UTI do hospital.

Segundo nota divulgada pelo hospital, o médico responsável pelo procedimento, Eberson Coimbra Pires Moreira, atende em uma clínica na Bela Vista, região nobre da cidade, e havia sido contratado por Maria. Ele acompanhou a paciente na UTI após ela passar mal.

O corpo foi enterrado em um cemitério em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na tarde do último domingo, dia 20. A família suspeita de negligência.


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