
A posição de destaque que a cirurgia de mama ocupa no universo da estética estimula o desenvolvimento de novas técnicas e uma que vem sendo debatida no mercado brasileiro é a aplicação do ácido hialurônico para aumento dos seios, como um procedimento não-invasivo, sem anestesia e que pode turbinar o visual de quem tem medo de enfrentar uma cirurgia plástica. Mas, será que vale a pena?
Quem gosta de novidade deve ir devagar. “A aplicação do ácido hialurônico para o aumento das mamas ainda não possui estudos científicos que avaliem os reais efeitos ou complicações que ele pode trazer para a beleza e saúde da mulher. Pode ocorrer infiltração no músculo peitoral ou mesmo dentro da glândula mamária, além da grande quantidade de ácido necessária para dar volume, o que aumentaria os custos do procedimento.
É preciso lembrar também que a substância é reabsorvível e o volume irá diminuir num prazo curto, quando comparamos com o efeito da prótese”, esclarece Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555), médico especialista em cirurgia plástica de mama e oncoplástica, Membro Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro Consultor do corpo de revisores internacionais das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e Plastic Reconstructive Surgery, Membro do Corpo Editorial da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, além de integrar o corpo clínico dos Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury, Oswaldo Cruz e São Luis.
Sobre o assunto, o Dr. Alexandre Munhoz explica com detalhes o uso da substância para esta finalidade. Confira a entrevista abaixo com o especialista.
1-Como surgiu a idéia de aplicar o ácido hialurônico para aumento das mamas? As experiências clínicas até o presente momento com a utilização do acido hialurônico (AH) em mamas são limitadas e com pouco número de casos para poder avaliar os reais efeitos benéficos ou mesmo as complicações do seu uso para este caso, especificamente.
O ácido hialurônico é um polímero da família dos polissacarídeos, absorvível, biocompatível e utilizado em larga escala desde a década de 90 para o tratamento de rugas e pequenas depressões cutâneas. Normalmente, são pequenos volumes (de 1 a 5 ml) injetados dentro da camada dérmica da pele. A partir de meados do ano 2000, e decorrente da maior evolução e refinamento na produção do polímero desse ácido, como maior pureza na molécula e, por conseqüência, menor reação local, novas aplicações clínicas começaram a surgir.
Estes polímeros mais modernos começaram a ser indicadas para o tratamento de depressões cutâneas maiores, pós-lipoaspiração e seqüelas profundas de acne com irregularidades na face. Em 2006 na Suécia, iniciou-se um estudo prospectivo avaliando o uso do ácido hialurônico de última geração (Macrolane) no tratamento de irregularidades do contorno corporal. Neste estudo, que é o único no mundo publicado sobre aumento de mama e divulgado agora em 2009, um dos grupos avaliados era de pacientes com hipomastia (mamas pequenas).
No estudo, 19 pacientes foram submetidas à injeção do Macrolane com volume médio de 200ml e na posição atrás da glândula mamária e na frente do músculo peitoral. Com dois anos de seguimento, 40% do volume inicial injetado ainda permanecia. Dentre as principais complicações, o estudo observou reações como dor intensa durante a injeção, reação local e endurecimento e processo inflamatório temporário. Segundo os autores, no seguimento de dois anos com mamografia e ultrasom não foram observados alterações importantes como nódulos e calcificações, porém o acompanhamento ainda continua.
2- Por que esse tipo de uso do ácido hialurônico não é recomendado? Porque fora o estudo Sueco, não existe nenhuma outra pesquisa cientifica avaliando os resultados no longo prazo, após a injeção de grandes volumes de ácido hialurônico. Isto avaliando-se apenas os estudos científicos controlados e publicados em revistas cientificas indexadas. Ademais, mesmo o estudo sueco é limitado, pois o número de pacientes é pequeno (19) e o tempo de seguimento muito curto (2 anos). Assim, não há evidência científica até o momento dos efeitos positivos ou mesmo das complicações na injeção de grandes volumes na mama.
3- Quais as conseqüências que ele pode trazer para a região mamária? Pode ocorrer infiltração no músculo peitoral ou mesmo dentro da glândula mamária. Isto pode levar a formação de nódulos ou calcificações que atrapalhariam o acompanhamento com mamografia e ultrassom. Como existe a necessidade de injeção de grandes volumes (mais de 100ml) para se obter um bom resultado, a chance de erro na injeção ou mesmo de reação local (inflamação) é muito maior. Assim, há a necessidade de estudos mais detalhados e profundos para avaliar os resultados no aumento de mama.
Outro ponto fundamental é que ate o presente momento não há estudos que avaliem se grandes volumes de ácido hialurônico não poderiam ser absorvidos pelos vasos linfáticos e chegarem a circulação sanguínea e, com conseqüente embolia para fígado, rins ou outro órgão vital.
4- Se uma mulher realizar este tipo de aplicação e logo após ficar grávida, o ácido hialurônico pode interferir na futura amamentação? Não há estudos que avaliam este aspecto. Teoricamente não, desde que a injeção tenha sido feita totalmente na região retroglandular. Mas nada impede que algumas moléculas cheguem aos lóbulos mamários (ou por difusão direta ou por erro na aplicação) e entrem em contato com o leite materno. Há a necessidade de estudos futuros, porque o trabalho sueco não avaliou esta questão.
5-Em sua avaliação, quais são os principais uso do ácido hialurônico, atualmente? O ácido hialurônico pode ser aplicado no tratamento de pequenas irregularidades cutâneas como depressões pós vacina, seqüelas de lipoaspiração ou cicatrizes deprimidas, onde o volume injetado não exceda a quantidade de 20 a 30ml. Nas rugas faciais e sulcos, essa substância tem excelente indicação e a experiência com o seu uso tem mais de 15 anos, mostrando que os resultados são seguros e previsíveis, conferindo naturalidade às regiões que receberam a substância.
Perfil: Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555) – Cirurgião Plástico - Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Mestre e Doutor em Cirurgia Plástica na área de Cirurgia Mamária pela HC-FMUSP, Dr. Munhoz é Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Membro Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro Consultor do corpo de revisores internacionais das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e Plastic Reconstructive Surgery, Membro do Corpo Editorial da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, além de integrar o corpo clínico dos Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury, Oswaldo Cruz e São Luis.
O foco científico levou o Dr. Munhoz a desenvolver 6 técnicas cirúrgicas originais descritas e publicadas internacionalmente: 4 na área de reconstrução mamária pos-câncer – oncoplástica; 1 na área de prótese de mama via axilar e 1 na área de cirurgia da intimidade (ninfoplastia/redução de pequenos lábios).
Com uma intensa atuação acadêmica, Dr. Alexandre possui 87 trabalhos científicos publicados em jornais e revistas do meio médico, sendo que 47 estudos estão indexados no www.pubmed.com (site da biblioteca médica norte-americana). O especialista já escreveu 24 capítulos de livros, sendo que sete deles integram livros internacionais.
Fonte
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(Redenoticia) - Especialista esclarece sobre os riscos da prática esportiva após a cirurgia plástica e confira na tabela o tipo de cirurgia e o prazo para retorno à prática esportiva ou fitness. “Quanto tempo preciso esperar para voltar a fazer exercícios físicos ou outra atividade esportiva, após a cirurgia plástica?”.
Esta é uma dúvida muito freqüente para quem planeja se submeter a uma cirurgia estética, já está acostumado a freqüentar academia ou sabe que será preciso se exercitar para manter os resultados da plástica.
Como cada procedimento exige cuidados diferenciados, o retorno às práticas esportivas também requer planejamento. “Existe um período de pós-operatório, no qual o corpo está se adaptando às novas condições e se recuperando da cirurgia. O prazo de recuperação e de maior controle na realização de vários movimentos e atividades varia de acordo com a cirurgia realizada.
Mas, trata-se um intervalo de extrema importância, no qual o paciente deve seguir as recomendações médicas, para que a fase seja menos dolorida, confortável e rápida”, avalia Dr. Alan Landecker (CRM-SP 87.043), Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da prestigiada International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e autor do livro Cirurgia Plástica – Manual do Paciente.
“A prática de atividade física é essencial na vida das pessoas saudáveis. Mas, para que os esportes ou o fitness não interfiram nos resultados da cirurgia, é preciso avaliar caso a caso, dependendo do tipo da cirurgia, para orientar o paciente, liberando-o para os exercícios e atividades gradativamente”, argumenta o especialista.
Para falar mais sobre esse assunto, conversamos com o cirurgião plástico Dr. Alan Landecker, que responde às principais questões. Acompanhe.
1- Qual a importância de malhar depois de fazer uma cirurgia plástica?
É fundamental, principalmente em cirurgias ligadas ao contorno corporal, como a lipoescultura ou lipoaspiração. Como os músculos estão abaixo da gordura e da pele, se eles estiverem tonificados, o resultado será melhor. Quando os músculos estão flácidos, a tendência é das vísceras irem para frente e isso deixa a pessoa com barriga. Estar em boa forma física antes da cirurgia ajuda nos resultados e os exercícios físicos, depois, ajudam a tonificar a musculatura, o que otimiza os efeitos sobre a região submetida à cirurgia plástica. Músculos tonificados por meio de exercícios físicos melhoram o contorno corporal e a barriga fica mais reta.
2) Quanto tempo depois da cirurgia a pessoa pode começar a se exercitar?
Enquanto tem pontos na região operada, o paciente não pode fazer exercícios físicos. Os pontos são retirados de 7 a 14 dias após a cirurgia plástica. Dessa forma, em média, a volta às atividades físicas pode acontecer depois de duas semanas.
A pessoa já pode começar com atividades leves, andar de bicicleta sem peso, caminhadas – nada de atividade de alto impacto. É importante que ela começe a exercitar o corpo. No ritmo adequado, a atividade física ajuda até a diminuir o inchaço mais rapidamente.
Após um mês da cirurgia, a pessoa já pode se exercitar normalmente, com o mesmo ritmo de antes. Vale destacar que o aumento da intensidade da atividade física deve ser gradual e sempre com o acompanhamento de um profissional.
Existem, entretanto, algumas situações específicas que devem ser consideradas:
1) Quem passou por uma cirurgia para implante de prótese de mama, tem que aguardar pelo menos dois meses para realizar exercícios de braço, como aqueles realizados nos aparelhos de musculação. A mulher também deverá utilizar, desde o início, tops que ofereçam melhor suporte, para evitar que os seios balancem.
2) Já quem fez rinoplastia deve evitar exercícios físicos que podem causar traumas durante os dois primeiros meses após a operação.
Se a pessoa não respeitar o tempo de retorno às atividades físicas, pode ocorrer sangramento, dor e inchaço, comprometendo o resultado da operação.
3) Faça uma comparação entre uma pessoa que malha depois de uma plástica e outra que não malha.
É fundamental a prática dos exercícios, porque eles ajudam na manutenção dos resultados da cirurgia, além de melhorar o contorno muscular. A cirurgia plástica não faz milagres, ela integra um plano de bem-estar, que inclui atividade física e dieta alimentar equilibrada. Quando a pessoa não realiza esse plano, a tendência é que a pessoa volte engordar.
A atividade física, após a cirurgia plástica, é benéfica em três aspectos, pois 1) melhora o tônus muscular; 2) mantém o gasto calórico e 3) ajuda na redução do inchaço.
4) Quais os cuidados gerais que a paciente deve ter para malhar depois de uma cirurgia? Por exemplo: não fazer exercícios com peso nas duas primeiras semanas para não correr o risco de “estourar” os pontos; não malhar mais do que 1 hora por dia e cinco vezes por semanas sob o risco de…
A prática do exercício físico deve ser progressiva, a intensidade tem que ir de leve à mais intensa gradualmente. Toda esta prática tem que ser orientada por um profissional de Educação Física.
No caso da pessoa que recebeu prótese mamária, como comentamos, o ideal é usar um suporte resistente ou dois tops para dar sustentação à mama. Isso impede que os seios fiquem balançando, o que pode ocasionar flacidez de pele e deixar a região caída. No caso de lipoaspiração, o uso da cinta não é necessário durante os exercícios. Mas, deve ser colocada depois.
Mesmo as pessoas que gostam de ir à academia diariamente, podem manter esse hábito, mas respeitando o aumento gradual do ritmo. Após quatro semanas da cirurgia, ela pode malhar normalmente.
Confira abaixo os tipos de cirurgias e o tempo para a prática esportiva:
Tipo de Cirurgia Plástica
Atividade Física
Face
Exercícios intensos, como ginástica aeróbica, corrida e ciclismo, podem ser realizadas após 1 mês. Esportes de contato, tênis e outros devem ser evitados por 2 meses.
Pálpebras
Os esportes que não envolvem contato físico podem ser iniciados após 3 semanas. Esportes de contato ou com bolas devem ser evitados por 4 a 6 semanas.
Nariz
Atividades físicas devem ser evitadas por 3 a 4 semanas, já que o aumento de fluxo sanguíneo para a região da cabeça pode gerar sangramentos e retardar a reabsorção do inchaço. Após este período, pode-se retornar à rotina de atividades esportivas lentamente. Esportes de contato e modalidades com bola dever ser evitado por, pelo menos, 2 meses.
Otoplastia (orelha em abano)
Exercícios intensos como ginástica aeróbica, corrida e ciclismo, podem ser realizados após 1 mês.
Mamas
Bicicleta ergométrica pode ser realizada após 3 semanas, contanto que o tórax e os braços fiquem imóveis. Qualquer exercício que utilize os braços de forma intensa, como natação, levantamento de peso,corrida, tênis e outros esportes com bola, é permitido após 2 meses.
Lipoaspiração
Os esportes podem ser reiniciados após 3 a 4 semanas.
Cirurgia das Coxas
Qualquer atividade que utilize as pernas de forma vigorosa deve ser evitada por 2 meses. Esportes que utilizam somente braços, podem ser retomados após 3 a 4 semanas.
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(Jornal a cidade) - Uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, aponta que a maior parte das mulheres que utilizam prótese silicone nos seios, só procuram por um médio quando têm algum tipo de problema. Segundo a Secretaria de Saúde, a troca do material colocado na década de 80 deveria ser trocado em no máximo dez anos.
Segundo Alexandre Mendonça Munhoz, cirurgião plástico, as próteses mais antigas tinham uma meia vida calculada em torno de 8 a 10 anos e depois deste tempo a probabilidade da prótese romper é grande. Mesmo assim, de acordo com ele, algumas mulheres só procuram por médicos quando têm sintomas como endurecimento da mama, assimetria e dor. O rompimento da prótese pode gerar complicações como inflamações crônicas.
As próteses mais recentes apresentam durabilidade maior, 15 a 20 anos, mas também têm prazo de validade. Isso ocorre porque como é um material sintético a prótese sofre um desgaste e envelhecimento natural.
O Brasil é o segundo lugar do ranking mundial de plásticas. Os cuidados pré e pós-cirúrgicos são os mesmo necessários quando a cirugia é feita para implantação.
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Muito interessante como a medicina avançou e atualmente a mulher pode buscar ajuda médica com questões delicadas como esta. Esta reportagem do site aracatinet mostra que ao mesmo tempo cria-se mais um padrão de beleza imposto às mulheres, já não bastasse os outros: ter seios grandes e empinados, bumbum durinho, cintura fina, cabelos lisos, pele lisinha, etc
Quando a mulher busca alternativas na cirurgia plástica para se sentir melhor com ela mesma tudo bem, mas quando ela está tentando se “encaixar” em um padrão para ser aceita pelo “outro” já é mais complicado.
Somos analisadas esteticamente o tempo todo, seja numa balada, numa entrevista de emprego, por outras mulheres, pelo nosso parceiro (namorado, marido, ficante, etc), mas e quanto a nós? O que você acha de você mesma? O que você não gosta ou gosta em seu corpo é fruto de análise de outros ou sua mesmo?
Além da ninfoplastia existem outras cirurgias na vulva como: lipoaspiração do monte de Vênus e preenchimentos dos grandes lábios.
E você leitor homem, incomoda-se com a estética da vulva de sua mulher/namorada/ficante? Ou acha que fazer cirurgia é desnecessário?
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